quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

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O dia mente a cor da noite,
e o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Le Cose!


E todos os meus dias, pelo menos pela manhã, parece que serão bons. E assim eu digo, que tudo muda. O tempo muda, as estações mudam. Os sonhos mudam e o anos tambem. Os pensamentos mudam, as pessoas mudam, o humor muda. Os lugares, as épocas,as ocasiões, os desejos e uma infinidade de coisas. Os gostos, os amigos,as musicas, os sentimentos. A feliciade vai e vem, e a tristeza tambem. Querer descobrir o verdadeiro sentido dessas coisas, é querer saber demais. E entre essas mudanças vou me lembrando dos livros que lia e dos versos que fazia, e assim entre esses pensamentos vejo que a cada dia vou ficando onde estou, desacelerando, cada vez mais distante.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ilusion.


E denovo acredito que nada do que é mesmo importante se perde verdadeiramente. É tudo apenas ilusão, quando julgamos ser dono das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se acabaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.

domingo, 24 de outubro de 2010

Dia comum.



O livro que eu rasguei, eu gosto. A parte que escolhi, foi sem querer. Caminhei por horas e não senti o vento. Não comi. Não senti fome. Não senti sono também. E o estômago, pra dizer a verdade, me doia. Como o do lado esquerdo, direito, me sentei, na sacada, olhando cada carro. Esperança de um deles parar aqui e você descer sorrindo. Lavei as mãos e o rosto. O dia inteiro. Era como se estar limpa pudesse adiantar algo. Escrevi. Apaguei. Rascunhei. Em uma página em branco. Sobre um menino. Que pintou minha vida de colorido. E me abandonou no dia cinzento de chuva.

E até hoje o rascunho não deletei.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Realejo.


Será que a sorte virá num realejo?
Trazendo o pão da manhã,
A faca e o queijo
Ou talvez, um beijo teu
Que me empreste a alegria, que me faça juntar
Todo resto do dia, meu café, meu jantar
Meu mundo inteiro,
que é tão fácil de enxergar, e chegar
Nenhum medo que possa enfrentar
Nem segredo que possa contar
Enquanto é tão cedo, tão cedo.
Enquanto for, um berço meu
Enquanto for, um terço meu
Serás vida, bem vinda
Serás viva, bem viva
Em mim.

Será que a noite vira num vilarejo?
vejo a ponte que levara o que desejo
admiro o que há de lindo e o que há de ser, você!


"Os opostos se distraem
Os dispostos se atraem"

domingo, 19 de setembro de 2010

Eu gosto é do antigo.


Só pra quem viveu nessa época em que as nossas avós vinham dizer palavras destas, não escritas em dicionários, fazendo com que você começasse também à utiliza-las no seu vocabulário:

Animal – pessoa muito legal ou agressiva.
Avião – mulher bonita.
Crescer o olho – cobiçar alguma coisa.
Dar um rolê – passear, dar uma volta.
Bacana – coisa legal, ou pessoa que se veste bem, rica.
Jaburu – mulher feia.
Maneiro – algo bem interessante.
Mina – garota, menina.
Na pindaíba – sem dinheiro.
Bicho – forma de tratamento.
Broto – pessoa jovem.
Chuchu beleza – bom, bem - feito.
Cricri – chato.
Morgar – ficar à toa.
Sem papas na língua – falar o que pensa.
Tchã – aquele algo a mais.

Só destes me lembro. Faça um bom uso!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sentimento...


...de forma genérica, são informações que seres biológicos são capazes de sentir nas situações que vivenciam.
Bom, pra mim tudo isso é tácito. Nenhum deles é meramente explicado, ou posto por palavras. Sentir sim, mas só sentir e se houver alguem neste mundinho que consiga explicar, seja qualquer um deles, que me explique como.


por favor.

domingo, 29 de agosto de 2010

Tempo Humano.


A noite estava fria, mas nem isso arrefeceu meu coração, parei, pensei, a imaginar em como seria se ele ficasse frio, parado. Não o consigo imaginar assim....

Esquecer não é o objetivo final, até porque quando o temos como meta a complicação pode ser ainda maior. É muito mais importante que se lide com todo o processo da dor, com as etapas naturais da dor. Apressar esse processo na maioria das vezes traz consequências ainda piores. A pessoa até acredita que superou e está bem, mas o que normalmente acontece é uma enorme recaída num momento posterior. É necessário refazer a parte da estrutura que ficou frágil e não apenas retocar.
Apesar do oposto que vivemos atualmente é importante que se respeite o tempo e a si mesmo, o tempo humano e não o tecnológico e frenético que vimos acontecer.

Novamente parei, pensei e fechei os olhos. Imaginei como seria a minha vida assim, mas a minha razão nao foi mais forte que o meu coração. Esquecer eu tento, só ainda não consigo!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ice, ice baby.


Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do tal sorvete. Uma só.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete e ir pra casa, com direito a repetir quantas vezes quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil'). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta e a conta no fim do mês, claro!
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar’, dai a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão. É, isso mesmo.
Às vezes dá vontade de fazer tudo “errado”.
Deixar de lado o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia...
Mas não agora.

Por isso, eu peço ao garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete!
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.