quinta-feira, 26 de setembro de 2013

De repente você cansa.

Cansa das musicas que sempre ouviu, das pessoas que te cercam, das roupas no armário, das ruas em que anda. Cansa do jeito que penteia o cabelo, do jeito que levanta da cama todos os dias e das palavras que escolhe para não dizer o que realmente gostaria de dizer. Cansa de procurar beleza e ate mesmo de se desculpar. Cansa de tentar fazer os outros enxergarem que seus pesadelos são apenas uma ponte rumo ao nada. Cansa tambem de ofertar o verão, de ostentar a indiferença e sobretudo de tentar fazer a diferença. Cansa de tentar fazer o certo o tempo todo e de se perdoar quando faz o errado.

E por mais que você corte o cabelo, compre roupas, faça uma viagem e delete amigos da sua rede social e do seu convívio, esse cansaço não passa! Porque no fundo você não esta cansado do mundo, mas da maneira como reage a ele. Não é aceitar a vida como ela é que cansa, mas sim a dança que nós fazemos para nos esquivar de tudo aquilo que não entendemos ou sentimos medo.

Ultimamente tenho optado pela mudança. A mudança que não alcança os olhos, mas a mudança que me faz dormir. Ela cansa tanto quanto, mas pelo menos me faz sentir que estou viva e não apenas vivendo os dias.

domingo, 28 de outubro de 2012


Tragédia muito mais que anunciada, ela me disse. Sinceramente não sei por que você ainda se incomoda.
Eu me incomodo porque dói, rebati. Saber antes ou alguém me avisar de alguma coisa não me tira o direito de sofrer por essa mesma coisa quando ela acontece.
Fingir que não sabe alimenta sofrimento.
Eu não fingi que não sabia.
Claro que não. Você de fato acreditou. O que é ainda pior. 
Eu me reservo o direito de não saber.
Não saber, vez ou outra, é a coisa mais nobre que se pode fazer. 


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Hard to get around the wind.

Procurando um novo lugar pra recomeçar,
sentindo como é difícil de entender
 
E mesmo quando você sabe como vai soprar,
é difícil contornar o vento.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Do tempo em silêncio.


Nesse tempo sem escrever aqui, se eu tivesse que escolher uma coisa que aprendi, essa coisa seria: "às vezes nem eu acredito em como sou ingênua", e ser ingênua não é só demorar pra perceber uma proposta indecente, é principalmente, não entender como todo esse discurso de afeto e honestidade entre amigos às vezes é só um discurso. E discurso se reescreve toda madrugada.


Reescrever de madrugada não é uma coisa aprendida, apesar de recorrente. Recorrente por toda a minha vida também tem sido essa minha reação (essa reação de me sentir ofendida, mas não culpar os outros). Se eu não acreditasse em astrologia (eu acredito em qualquer coisa), eu seria obrigada a concordar que os leoninos são territorialistas. Um território cheio de pronomes possessivos (meu, meu, meu) e cheio de cercas, daí um leonino não admite que cruzem essas fronteiras sem autorização, e quando o leonino diz território ele na verdade quer dizer (mas não tem coragem): minha casa, meu coração, minha idéia, minha história. Mas quando você cruza meu amigo, é porque o meu, já é seu. E eu confesso ser bem válido!

Somente aos merecedores desse meu “gostar’.

domingo, 22 de julho de 2012

é.

Venho por meio deste dizer que: voltei com meus escritos aleatórios e sem importância.

E caso vocês sofram do mesmo tédio que eu, na falta do que fazer (...)
que entrem e fiquem à vontade.

Grata.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um recado.


Vocês podem me explicar,
Vocês podem me falar,
Vocês podem me ensinar,
Vocês podem me pedir,
Vocês podem me exigir,
Vocês podem me obrigar,
a fazer o que eu não quero.


Só não venham, por favor, me dizer o que eu quero!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

(...)



sobre todos que continuam tentando por razão nenhuma, sobre esses que sobrevivem a cada dia ao naufrágio de uma por uma das ilusões.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Aqui e agora.


O dia era grande, como todos são, mas sem agenda, daqueles sem muita coisa pra fazer.
Com os olhos vigiando os apressados ponteiros, acordei com a sensação de que o tempo era outra coisa.
E a vida também.
Com uma saudade que tinha feições familiares.
Um cheiro conhecido.
Que eu tentava sufocar das mais variadas formas e continuava lá, pulsando, doída e doce.
A qual eu chamava por diferentes nomes mas que de fato era apenas um : ansiedade!

As horas se arrastavam de forma enferma e monótona.
O horizonte ainda tinha um sol pra engolir, mas assim que o fez o tempo descambou a correr!
Antes mancos e agonizantes agora os minutos eram lebres ávidas que não se conseguia segurar.
Foi quando enxerguei que me coloquei a correr atrás de meus preparativos a fim de cumprir o itinerário.
Ajeitar o quarto e fazer trabalhos de faculdade, assim se daria o fim de minha noite.

Me coloquei pronto e a postos, respirei fundo e em frente ao computador pensei que, os fins de meus dias tem sempre sido surpreendentes melhores.
E com a uma falta de coerência caracterizada pelas minhas novelas pessoais, entrei naqueles mesmos sites diários sempre com um certo receio.
Repentinamente, a pagina se abriu e o escrito ali estava.
E daqui em diante talvez não conseguirei mais escrever ou descrever.
Nem sempre tudo que esperamos ver é visto, ou esperamos sentir, é sentido.
As vezes temos planos, sonhos a tempos e esses são mudados em segundos, por um simples motivo ou pessoa.
E que as vezes temos saudades do que nem passou por nós.
E esse que não foi, talvez, tivesse sido o melhor.
Naquele dia, grande, acordei com a sensação de que o tempo era outra coisa.
De que a vida era outra coisa.
E fui dormir com a sensação de que o tempo é relativo e que dias não são pra ser planejados e sim seguidos.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011


porque tem dias que você não acorda bem.
porque tem pensamentos que não são bons.
porque tem horas que não passam.
porque tem sentimentos que são difíceis.
porque tem pessoas que não te fazem bem.
porque tem lembranças que não são boas.
porque tem épocas que tudo isso não muda.

porque tem dias que agente acorda bem
porque tem pensamentos que são muito bons.
porque tem horas que vooam.
porque tem sentimentos que são muito fáceis.
porque tem pessoas que te fazem tão bem.
porque tem lembranças inesqueciveis.
porque essa época, eu quero que continue.



remember me.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

!



O dia mente a cor da noite,
e o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Le Cose!


E todos os meus dias, pelo menos pela manhã, parece que serão bons. E assim eu digo, que tudo muda. O tempo muda, as estações mudam. Os sonhos mudam e o anos tambem. Os pensamentos mudam, as pessoas mudam, o humor muda. Os lugares, as épocas,as ocasiões, os desejos e uma infinidade de coisas. Os gostos, os amigos,as musicas, os sentimentos. A feliciade vai e vem, e a tristeza tambem. Querer descobrir o verdadeiro sentido dessas coisas, é querer saber demais. E entre essas mudanças vou me lembrando dos livros que lia e dos versos que fazia, e assim entre esses pensamentos vejo que a cada dia vou ficando onde estou, desacelerando, cada vez mais distante.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ilusion.


E denovo acredito que nada do que é mesmo importante se perde verdadeiramente. É tudo apenas ilusão, quando julgamos ser dono das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se acabaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.

domingo, 24 de outubro de 2010

Dia comum.



O livro que eu rasguei, eu gosto. A parte que escolhi, foi sem querer. Caminhei por horas e não senti o vento. Não comi. Não senti fome. Não senti sono também. E o estômago, pra dizer a verdade, me doia. Como o do lado esquerdo, direito, me sentei, na sacada, olhando cada carro. Esperança de um deles parar aqui e você descer sorrindo. Lavei as mãos e o rosto. O dia inteiro. Era como se estar limpa pudesse adiantar algo. Escrevi. Apaguei. Rascunhei. Em uma página em branco. Sobre um menino. Que pintou minha vida de colorido. E me abandonou no dia cinzento de chuva.

E até hoje o rascunho não deletei.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Realejo.


Será que a sorte virá num realejo?
Trazendo o pão da manhã,
A faca e o queijo
Ou talvez, um beijo teu
Que me empreste a alegria, que me faça juntar
Todo resto do dia, meu café, meu jantar
Meu mundo inteiro,
que é tão fácil de enxergar, e chegar
Nenhum medo que possa enfrentar
Nem segredo que possa contar
Enquanto é tão cedo, tão cedo.
Enquanto for, um berço meu
Enquanto for, um terço meu
Serás vida, bem vinda
Serás viva, bem viva
Em mim.

Será que a noite vira num vilarejo?
vejo a ponte que levara o que desejo
admiro o que há de lindo e o que há de ser, você!


"Os opostos se distraem
Os dispostos se atraem"

domingo, 19 de setembro de 2010

Eu gosto é do antigo.


Só pra quem viveu nessa época em que as nossas avós vinham dizer palavras destas, não escritas em dicionários, fazendo com que você começasse também à utiliza-las no seu vocabulário:

Animal – pessoa muito legal ou agressiva.
Avião – mulher bonita.
Crescer o olho – cobiçar alguma coisa.
Dar um rolê – passear, dar uma volta.
Bacana – coisa legal, ou pessoa que se veste bem, rica.
Jaburu – mulher feia.
Maneiro – algo bem interessante.
Mina – garota, menina.
Na pindaíba – sem dinheiro.
Bicho – forma de tratamento.
Broto – pessoa jovem.
Chuchu beleza – bom, bem - feito.
Cricri – chato.
Morgar – ficar à toa.
Sem papas na língua – falar o que pensa.
Tchã – aquele algo a mais.

Só destes me lembro. Faça um bom uso!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sentimento...


...de forma genérica, são informações que seres biológicos são capazes de sentir nas situações que vivenciam.
Bom, pra mim tudo isso é tácito. Nenhum deles é meramente explicado, ou posto por palavras. Sentir sim, mas só sentir e se houver alguem neste mundinho que consiga explicar, seja qualquer um deles, que me explique como.


por favor.

domingo, 29 de agosto de 2010

Tempo Humano.


A noite estava fria, mas nem isso arrefeceu meu coração, parei, pensei, a imaginar em como seria se ele ficasse frio, parado. Não o consigo imaginar assim....

Esquecer não é o objetivo final, até porque quando o temos como meta a complicação pode ser ainda maior. É muito mais importante que se lide com todo o processo da dor, com as etapas naturais da dor. Apressar esse processo na maioria das vezes traz consequências ainda piores. A pessoa até acredita que superou e está bem, mas o que normalmente acontece é uma enorme recaída num momento posterior. É necessário refazer a parte da estrutura que ficou frágil e não apenas retocar.
Apesar do oposto que vivemos atualmente é importante que se respeite o tempo e a si mesmo, o tempo humano e não o tecnológico e frenético que vimos acontecer.

Novamente parei, pensei e fechei os olhos. Imaginei como seria a minha vida assim, mas a minha razão nao foi mais forte que o meu coração. Esquecer eu tento, só ainda não consigo!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ice, ice baby.


Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do tal sorvete. Uma só.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete e ir pra casa, com direito a repetir quantas vezes quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil'). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta e a conta no fim do mês, claro!
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar’, dai a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão. É, isso mesmo.
Às vezes dá vontade de fazer tudo “errado”.
Deixar de lado o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia...
Mas não agora.

Por isso, eu peço ao garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete!
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ooº É ºoO


Tomara que a neblina das circunstâncias mais doídas não seja capaz de encobrir por muito tempo o sol. Que toda vez que o meu coração se resfriar, e a respiração se faz áspera demais, eu possa descobrir maneiras para cuidar dele. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo me reste sempre uma brecha qualquer para ver também um pouco de céu.
Tomara que meus enganos mais devastadores não me roubem o entusiasmo para semear de novo. Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalcei os sentimentos, não me tire a coragem da confiança. Que o medo exista, mas que não tenha tamanho para esconder o meu amor.
Tomara que eu não desista de ser quem sou por nada nem ninguém deste mundo. Que as mentiras alheias não confundam as verdades, mesmo que sejam impermanentes. Que, mesmo quando estiver doendo, que eu não perca de vista nem de busca a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, dos pesares todos, eu continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de uma vida talvez feliz.

Tomara.

domingo, 25 de julho de 2010

De tarde.



Tinha um jeito singular de fechar os olhos quando experimentava emoção bonita, coisa de segundos e coisa imensa. Era como se os olhos quisessem segurar a beleza do instante, o suficiente para levá-la até o lugar onde o seu sabor nunca mais poderia ser perdido.
Eu via, olhos do coração abertos, e nunca mais perdi de vista o sabor desse detalhe. Porque quem ama vê miudezas com olhar suficiente pra nunca mais se perderem.



Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe.
E ele conta. Com a calma e a clareza que tem.